quinta-feira, 25 de março de 2010

Ímpeto ato.


E a esperança eu pus na lembrança que me fizeram esquecer. Notei que o que eu vejo é o que querem que eu seja, e a hostilidade que me alcança é infinda e disfarçada. E são tantas mulheres sem rosto com expressões indiferentes e homens com coração de iceberg - frios e contundentes - que me condenam, mas sou uma epístola no papiro, numa garrafa em alto mar... perdida e sem finalidade, que não chega e tampouco leva à lugar algum. Estou no fim do arco-íris. Sou uma palavra traduzida em sentimento, sem forma nem alento. A alegoria do agora, a solução dissolvida em interrogação. Sou um eterno ponto, um nó sem ponta....

LíviaMacedo.

3 comentários:

Mesksign disse...

Jah te disse que esse é o seu melhoor texto? Você é minha maior inspiração.

Asenir disse...

Sou suspeita prá dizer qualquer coisa. Fato é que vc tem alma de poeta e isso diz tudo...parabéns!

Lívia Inácio disse...

Nossa,Lívia!

Gostei muito desse daqui!

Realmente muitas vezes nos sentimos como "uma epístola no papiro, numa garrafa em alto mar... perdida e sem finalidade, que não chega e tampouco leva à lugar algum."

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